7 experimentos cruéis que deram totalmente errado

7 experimentos cruéis que deram totalmente errado

A psicologia é uma ciência relativamente nova, porém desde sua criação, ela nos ajuda bastante, principalmente quando precisamos dar compreensão de nós mesmo e também em nossas interações com o mundo. Alguns experimentos psicológicos foram éticos e válidos, permitindo que os estudiosos fossem capazes de fazer outros novos tratamentos e terapias. Mas infelizmente outros acabaram não dando tão certo, e acabaram arruinando vidas de pessoas inocentes. Conheça alguns dos experimentos psicológicos que saíram do controle de seu pesquisador.

 

Experimento da Prisão de Stanford

No ano de 1971, o psicólogo Philip Zimbardo utilizou um grupo de estudantes universitários do sexo masculino para participar de uma grande experiência, que tinha duração de aproximadamente duas semanas, nesse experimento eles vivam como prisioneiros em uma prisão simulada. Depois que Philip selecionou suas cobaias ele atribuiu algumas funções sem o conhecimento dos mesmos, fazendo com que eles ficassem presos do lado de fora de suas próprias casas. Os resultados foram completamente perturbadores, os estudantes foram transformados em guardas cruéis ou prisioneiros covardes, ficando cada vez mais perturbados. Depois de seis dias, a realidade torturante desta “prisão” fez com que Philip deixasse de lado o experimento maluco.

 O estudo monstruoso

Um estudo realizado no ano de 1939 envolveu 22 crianças órfãs e 10 que sofria de gagueira. Essas crianças foram divididas em dois grupos: um com uma fonoaudióloga, que realizava uma terapia “positiva”, passando a elogiar o progresso na fala das crianças, e o outro grupo foi mantido com outra fonoaudióloga que castigava cruelmente as crianças que não apresentavam progresso positivo. Os resultados mostraram que as crianças que eram castigadas acabaram apresentando danos em sua saúde psicológica.

Não foi apenas isso, logo mais tarde foi revelado que algumas das crianças que participaram dessa experiência desenvolveram outros problemas em sua fala depois do experimento. No ano de 2007, 6 das crianças órfãs receberam cerca de US$ 925.00 por danos emocionais gravíssimo que os 6 meses de estudo causaram.

 

MK-ULTRA

A CIA testou vários experimentos que foram considerados antiéticos tendo em vista o controle psicológico e mental sob a bandeira do projeto MK-ULTRA, durante os anos de 50 e 60. Theodore Kaczynski, conhecido também por Unabomber, foi cobaia de experimentos assustadores realizados pela CIA, o que pode ter ajudado em sua instabilidade mental. Outro caso foi à administração de LSD em Frank Olson, especialista em armas biológicas do exército dos EUA, essa experiência teria causado uma crise de consciência. Falam que Olson acabou cometendo suicídio, pulando da janela de um hotel que ficava no décimo terceiro andar, mas existem forte indícios de que ele tenha sido assassinado.

 

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No ano de 1962, Warren Thomas, diretor do Lincoln Park Zoo localizado em Oklahoma City-EUA, aplicou em um elefante chamado Tusko uma quantidade de 3.000 vezes a dose humana especifica de LSD. Isso não passou de uma tentativa para fazer a sua marca na comunidade cientifica ao afirmar que a droga poderia induzir o chamado “musth” que é a agressividade e níveis altos de hormônios que os elefantes machos experimentam periodicamente. Porém, a única contribuição desse experimento foi para um acontecimento infeliz, logo depois de receber a grande dose de LSD Tusko desmaiou e começou a ter várias convulsões, morrendo imediatamente.

 

Experimento Milgram

No ano de 1963, Stanley Milgram tinha a intenção de “matar” a sua suspeita de que haveria algo de diferente com o povo alemão que liberou o genocídio. Sob o argumento de um experimento de aprendizagem humana, Stanley solicitou aos membros normais que fizessem perguntas para um homem que estava ligado a um gerador de choque elétrico, e o choque era dado quando ele respondia algo de forma errada. A parte aterrorizante? As pessoas seguiam as ordens do experimentador, mesmo vendo o sofrimento do homem que agonizava pedindo misericórdia.

Poço do desespero

O psicólogo Harry Harlow estava completamente obcecado com a definição do amor, mas ao invés de se dedicar a escrever canções e poemas sobre o assunto, ele decidiu executar algumas experiências em macacos durante os anos de 1970. Um desses experimentos era manter os macacos em completo isolamento usando um aparelho que ele nomeou de “poço de desespero”, esse poço privava os animais de receber qualquer estímulo ou socialização. Isso acabou deixando suas cobaias loucas e alguns chegaram a morrer de fome. Harlow não levou a sério algumas criticas que seus colegas fizeram, e é citado como dizendo “como você poderia amar macacos?”.

 

David Reimer

No ano de 1966, quando David tenha apenas 8 meses de idade ele acabou perdendo seu pênis através de uma queimadura. O psicólogo John Money aconselhou que o bebê sofresse uma mudança de sexo. Os pais acabaram aceitando a situação, mas o que eles não imaginavam é que Money tinha a intenção de usar a criança para realizar um experimento que provava o seu ponto de vista, que a identidade de gênero não era algo inato, mas sim, algo definido pela educação e natureza. David trocou de nome e começou a ser chamado por Brenda, começando a tomar suplementos hormonais para se parecer com uma garota. Mas o experimento não saiu como o esperado, “Brenda” seguiu os seus instintos e agia como um garoto estereotipado durante a sua infância, a família dele começou a se destruir com a situação. Quando ele chegou aos 14 anos de idade, a verdade foi revelada, então ele decidiu voltar a ser David. Infeliz com sua vida ele se suicidou com apenas 38 anos.

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