Cientistas podem finalmente ter conseguido explicar o Déjà Vu

Cientistas podem finalmente ter conseguido explicar o Déjà Vu

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Pesquisadores tem uma nova explicação para uma das peculiaridades mais intrigantes do cérebro – o fenômeno do déjà vu. Apresentando o mais recente trabalho de sua equipe na recente International Conference of Memory (Conferência Internacional da Memória) em Budapeste, Akira O’Connor, da University of St. Andrews, descreveu como aparentes falhas na Matrix podem ser de fato apenas o cérebro checando seu próprio sistema de memória.

De acordo com a New Scientist, O’Connor e seus colegas começaram criando uma técnica para ativar artificialmente o déjà vu. Para conseguir isso, eles aparesentaram aos participantes do estudo uma série de palavras desconexas, sem revelar a única palavra que as liga. Por exemplo, em um dos testes, as palavras “cama”, “travesseiro”, “sonho” e “noite” foram todas apresentadas, mas o termo “sono” – que claramente conecta todas elas – foi omisso.

Para assegurar que os participantes registravam que eles não tinham ouvido a palavra “sono”, os pesquisadores perguntaram a eles se eles tinham ouvido alguma palavra começando com “s” (em inglês, “sono” era a única com esta inicial), ao que eles obviamente responderam que não. Contudo, quando eles foram perguntados mais tarde quais palavras foram apresentadas, a maioria acreditava se lembrar de ter ouvido a palavra “sono”, apesar de saber que eles não ouviram, resultando num estranho senso de déjà vu.

Usando ressonância magnética funcional (fMRI), a equipe observou que, quando isso ocorria, a maior parte das regiões ativas dos cérebros dos participantes não era aquela associada com a memória, como o hipocampo. Em vez disso, as áreas frontais, que são tipicamente envolvidas com tomada de decisões, foram ativadas durante a experiência do déjà vu.

Desta forma, O’Connor acredita que essas regiões frontais provavelmente monitoram nossas memórias conforme elas são repetidas, procurando por erros em seu conteúdo e se tornando ativadas quando eles percebem uma irregularidade. Como Stefan Kôhler, da University of Western Ontario, contou à New Scientist: “Pode haver alguma resolução de conflito ocorrendo no cérebro durante o déjà vu”.

Embora mais trabalho seja necessário para validar esta teoria, se correta, iria sugerir que o cérebro realiza um controle de qualidade, monitorando suas próprias atividades e marcando quaisquer erros que possam ocorrer. Neste contexto, as áreas frontais parecem estar checando por inconsistências entre o que nós lembramos de ter acontecido e o que nós sabemos que aconteceu.

Fonte: IFLscience.com

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