Como podemos aprender a recusar notícias falsas no mundo digital?

Como podemos aprender a recusar notícias falsas no mundo digital?

extra_large-1481062596-cover-imageA circulação de notícias falsas pelas redes sociais na campanha presidencial dos EUA de 2016 levantaram sérias preocupações sobre a informação online.

Mas claro, não há nada de novo sobre notícias falsas e tais – o site satírico “The Onion” tem feito isso por muito tempo. A sátira de notícias falsas é parte do “Weekend Update”e do “The Daily Show”, do programa americano “Saturday Night Live”.

Nesses casos, o paradigma do humor é claro e explícito. Isso, contudo, não é o caso das redes sociais, que tem emergido como uma fonte de notícias reais. O Pew Research Center reporta que o Facebook é “a plataforma de rede social mais popular” e que “a maioria dos adultos dos EUA – 62% – busca suas notícias em redes sociais”. Quando as pessoas leem notícias falsas em rede social, eles podem ser enganados a pensar que eles estão lendo notícias reais.

Tanto o Google quanto o Facebook prometeram tomar medidas para endereçar as preocupações de falsas notícias mascaradas de notícias reais. Um grupo de estudantes universitários já desenvolveu um plugin para o navegador de internet chamado FiB para ajudar os leitores a identificar no Facebook o que é falso e o que é real.

Mas esses passos não vão longe o suficiente para dar conta das notícias falsas.

A questão é: podemos nos preparar melhor para desafiar e rejeitar fabricações que podem facilmente circular como textos e imagens inverdadeiros no mundo online?

Como educados em biblioteca e ciência da informação, arguimos que, no mundo atual complexo, a literatura tradicional, com sua ênfase em leitura e escrita, e a literalidade da informação – a habilidade de buscar e receber informação – não são suficiente.

O que precisamos hoje é a metaliteralidade – uma habilidade de discernir as vastas quantidades de informações no mundo conectado das redes sociais.

Fonte: IFLScience.com

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