Essas casas rotatórias produzem cinco vezes a energia que utilizam

Essas casas rotatórias produzem cinco vezes a energia que utilizam

Os jovens girassóis tem seu próprio ritmo diário. De madrugada, eles encaram o leste e lentamente viram suas flores para o oeste, seguindo o movimento do sol. Pela noite, as flores se movem de volta ao leste e começam o ciclo de perseguição do sol novamente. As plantas dependem desses ritmos diários entre o dia e a noite assim como os humanos – e agora, também as casas.

1-NHYanowNHxJLtPoR9OnfhQ

A companhia portuguesa Casas em Movimento desenhou um modelo de casa rotatória de energia solar que perseguem o sol. Inspirados pelos girassóis, a arquitetura da casa integra inovação e sustentabilidade, enquanto também se adapta às necessidades do proprietário. A casa é pré-programada para seguir o sol, resultando em aumentos significativos na geração de energia.

As estruturas podem rotacionar 180º e a cobertura do teto de fotovoltaico (um material que converte luz para eletricidade, como os painéis solares) pode girar até 90º. O prédio e a cobertura podem se movimentar independentemente ou simultaneamente. A rotação combinada é capaz de produzir 25.000kWh/ano de eletricidade – isso é cerca de cinco vezes mais do que uma casa de tamanho similar precisa para se manter. Para rotacionar, a casa requer eletricidade equivalente a apenas seis lâmpadas de 60W ligadas por uma hora.

1-JS97oRQBA8ATTnOxpjNb1Q

Com uma experiência de vida customizada, os usuários podem escolher sua vista a qualquer hora do dia. No inverno, o teto pode se transformar no sol; no verão, ele pode projetar sombras, acumulando 80% de diminuição nos custos de resfriamento. E, já que é uma casa inteligente, você pode controlar seus movimentos via smartphone.

Mas espere – se você está em uma casa que, de repente, se mexe, você não vai perder o equilíbrio ou ser literalmente atirado pela sala? Nem tanto. Os usuários controlam as velocidades, mas as rotações normalmente duram 12 minutos para que as pessoas não caiam dentro na casa. O design interior precisa ser versátil, porque a forma da casa muda com as rotações.

O MIT (Instituto Tecnológico de Massachusetts) aconselhou o projeto Casas em Movimento a mirar num mercado de faixa superior, visto que os preços giram em torno de mais de 6.000 euros por metro quadrado. O objetivo da companhia é otimizar a tecnologia e os processos para que as casas sejam eventualmente tão acessíveis quanto os prédios convencionais.

Dá uma olhada mais de perto – essas estruturas podem ser não apenas as casas do futuro, mas também os asilos, clubes de golfe e postos de gasolina também:

Fonte: OMGFatcs.com